Presente perfeito do pretérito imperfeito.
maio 19, 2011
Qual, encontro-me mais uma vez
Presa por vontade própria
Por entre os ramos do impossível
Insisto em caminhar
Destes olhos teus provei
O mel, o doce sabor
O saber que não pode ser
O paradoxo de pensar sem
Poder sentir,
Mais uma vez
Uma vez mais encontro-me
Aqui
Nesta janela
Olhando
O agora já passou
Um segundo, alguns dias
Meses
Olho na janela do ontem,
Nela:você.
Aqui,agora (que já e passado, futuro do pretérito, presente impossível)
Mais uma vez,
Retorno.
Na cidade dos pés.
março 16, 2011
Como fumaça fui levada pelo vento e aqui não mais escrevi.
As palavras que não pude dizer ficaram como que presas, entre grades e morais, em minha mente.
Volto hoje a fazer aquilo que mais me dá prazer: liberar meus pensamentos- em prosa, poema, reflexão – para refletir o mundo que passa por mim sem que eu possa entendê-lo completamente.
Volto, dois anos depois, com uma mente um pouco mais criativa, um pouco menos aflita e mais propensa do que nunca a voar pelos caminhos que os pensamentos conduzem.
Sem limites, minha imaginação me leva a lugares nunca vistos e ,creio, nunca antes imaginados.
A folha de um caderno, mãos se movendo, olhos qe procuram, um buraco na rua , tudo instiga pensamentos.
Observadora, louca que sou, hoje fiquei olhando os pés que atravessavam uma grande avenida desta imensa cidade cinza. Pés bonitos, feios, de salto, sem salto, masculinos, machucados, femininos, porém todos andavam com a certeza de quem sabe – ou pensa que sabe -para onde vai.
Uns com pressa, uns passeando, uns para dentro e outros para fora.
Em uma dado momento ,observo, um pé que tropeça, que se vira para si mesmo causando a queda do corpo que sustenta, leva um corpo ao chão, asfalto, concreto, imensidão negra. O corpo que cai fica no chão da avenida, imóvel por alguns segundos, mas logo depois do susto, se põe novamente em cima dos pés cansados.
E os pés caminham novamente, neste ritmo louco da cidade, um após o outro, um atrás do outro, um olhando para lá e outro para cá.
Verdes Olhos
março 23, 2009
Ler os versos em teus
olhos escritos
é desejo sôfrego
de meu coração inconsequente
é amor,
incompleto e inocente
Curiosidade inversa
esse amor impotente
Que nada pode fazer
nada pode dizer
Só fica a arrastar
estes olhos meus
nas ondas dos versos
desses verdes olhos teus.
by MiM
Um pouco mais,
janeiro 8, 2009
A cidade continua a mesma, cinzenta,caótica e,aconchegante. As ruas também são as mesmas, os prédios continuam altos e imponentes, as pessoas continuam andando para frente. Os dias ainda têm vinte e quatro horas.
Para mim a cidade mudou. Ficou um pouco mais silenciosa, um pouco mais sofrida, muito mais esmagadora. Sob a sombra dos mesmos prédios eu te procuro. É nas mesmas ruas que sempre avisto seu carro. Mas nunca você.
As mesmas vinte e quatro horas parecem mais longas, em cada minuto tenho que espremer toda a saudade, toda angústia e felicidade. Será que continuo andando para frente? Sim. O meu problema é que nunca deixo de olhar para trás.
What matters
dezembro 28, 2008
I keep writing in riddles,
It seeems,
that my head is swirling in
The midst
mist,
of it all.
I had
the chance to
move on,
didn’t take it.
Left it
to haunt me,
to make believe
that it
was
not true.
It is.
I keep,
laughing,
forgetting,
remembering,
bits and,
scattered pieces of
what was, of
me.
I came close,
to letting go
just could not
Do it,
they said to me,
I would not.
Change,
got me
to places,
i never knew
exhisted.
Passion,
i don’t know
anymore,
Know love,
with all its pleasures,
and all its set backs.
I know you,
even though I don’t
even know me. And you
don’t even care
I love the ones that do,
they are few,
they are there.
And that is
what matters.
Meridiano de Greenwich
outubro 20, 2008
Acordo, abro um olho e depois o outro. Tento um movimento de pernas mas o sono me impede. Fico mais um pouquinho no conforto de minha cama. Hora de levantar- o barulho infernal do despertador me avisa que é hora de cumprir minhas obrigações. Todos os dias é a mesma coisa.
Coloco meus pés um na frente do outro. Não sei se ando para frente, ou para trás. As linhas desenhadas no chão são um emaranhado de caminhos a serem seguidos, mas não possuo bússola ou mapa para me guiar. Sigo andando. Não importa se para frente,ou para trás.
São linhas imaginárias que, ironicamente, seguem muito reais em minha cabeça.
Tive um sonho, as linhas me enforcavam, me perfuravam. Morri, sem as ter percorrido todas.
Then,
setembro 27, 2008
And then I thought of slicing my wrists. But I realized I was too special. Ha! What a nice,conceited thought.
Other thoughts passed through my mind, like cold, cutting stones. The sun shone in my face, I felt the warmth. Then, I realized I liked living. I liked to breathe and feel the air slip into my lungs. I liked the rushof thoughts. I like coffee and cigarettes. I loved my precious ones.
And though most of people and the things they did disappointed me, i still liked to be here. Ans still loved watching them without judging.
And then I finally decided to live the way I wanted to. Without caring for the dull words some spoke to me, without caring for what they thought of me. Just being myself.
Now I live. I am toubled – paranoid sometimes. But I am alive
Não sou poeta,
setembro 4, 2008
mas assim como eles,finjo.
E agora sinto-me completamente desarmada.
Mim- By MBS
setembro 1, 2008
Quisera,-mos
ser Fernando Pessoa
Eu,eles e elas
todos dentro do “mim”
Quis,eu
destacá-los
Como para definir-me
[Nos
em uma só
Que eus, quais eles
encerro dentro de
[mim?
Encerro todos e,
Nenhum
Um duvida, outro escuta
outro examina
Eu, Sinto
Quisera,-mos
ter a certeza
de ser, – mos
uma só
E, agora
sei
que não
existo
Indivíduo, individualmente
dividido
construído
em uma só.
MBS- 01, Setembro 2008