Burning

Janeiro 31, 2008

“I want to burn, even if I break myself. I live only for ecstasy. Nothing else effects me. Small doses, moderate loves- all these leave me cold. I like extravagance, heat… sexuality which bursts the thermometer! I am neurotic, perverted, destructive, fiery, dangerous- lava, inflammable, unrestrained. I feel like a jungle animal who is escaping captivity.” – Anais Nin

Testamento

Janeiro 28, 2008

Estive pensando,  e se eu morrer amanhã? Para quem irei deixar meus pensamentos, minhas coisas, minhas duvidas e incertezas? Para quem irei deixar minha esperanças e meu quarto abarrotado? Com quem irei deixar meu coração?

Resolvi escrever meu testamento aqui. Assim meu leitores saberão das coisas que mais amo, e tambem as que mais odeio, e saberão para quem entrega-las.

Deixo meu quarto para minha amiga Sá. Ela o ama, cada vez que vem aqui em casa não quer sair dele. Ama meu guarda-roupas, e meus perfumes. Então os deixo para ela. São coisas materiais qué poderão ajudá-la a se lembrar de mim.

Deixo meu coração para meu ex. Não poderia deixá-lo para outra pessoa. Ele foi meu primeiro amor, e nada vai mudar isso. Ele encheu meu coração de alegria e me fez acreditar que o amor realmente existe, por mais que ele se acabe. Meu coração irá sempre pertencer a você.

Deixo meu desejos e crenças para minha amiga Ana. Ela merece. Vou deixa-los para ela para que ela não perca sua esperança no mundo. Para que ela não se perca das coisas que realmente gosta.

Deixo meu companheiro branco para minha amiga Camila. Para ela queria deixar também todos os livros existentes no mundo. Ela será a melhor jornalista desse planeta. Deixo também meu pertence mais precioso, minha familia. Deixo ele aos cuidados dela, sei que ela irá cuidar deles.

Aos meus irmão deixo as minhas felicidades, minhas alegrias e minhas fantasias.

A meus pais deixo meu amor. Mesmo que eu não esteja aqui para demonstrá-lo. Deixo meu agradecimento, por terem sido meus melhores amigos e mais do que isso meus pais.

Aos meus sobrinhos deixo a esperança de uma vida inteira. Deixo o sol e a chuva e o cobertor para os dias frios. Deixo as bonecas e os carrinhos.

Deixo a terra como a conheço para todos que, um dia, virão a habitá-la.

Deixo esse blog aos cuidados do destino.

MS

“Espírito de barata”

Janeiro 24, 2008

Sabem aqueles dias que nada dá certo? Isso, esses mesmo, estou no pior deles. Nada dá certo. Não quero  nem ver quando chegar em casa e ter que escutar mil broncas. Que saco. Não estou com espírito de barata hoje. O pior é que nem foi minha culpa.

Vamos aos fatos: Show do Fat Boy na Pacha. Eu não podia perder a chance, amo música eletrônica. Fiquei sabendo que ele iria tocar a partir da uma e meia da manhã. Pensei comigo mesma: ” Bom, se ele vai tocar esse horário eu devo chegar em casa lá pelas três e meia, no máximo.” Comprei o ingresso e fui a luta. Fomos eu e uma amiga.

A certa altura da noite meu pai me liga, falando para eu voltar para casa pois ele precisava trabalhar no dia seguinte. Expliquei a ele que o show havia atrasado e que o Fat Boy só tinha entrado haviam 15 minutos. O problema aconteceu mais tarde, eu e minha amiga nos separamos. E imaginem achr uma pessoa no meio daquele formigueiro, impçossível.

Resultado, fiquei esperando-a até as cinco da manhã. E meu pai puto comigo. Ou seja, ferrou. O que ele esperava que eu fizesse? Largasse ela no meio da balada? E se algo acontecesse com ela, o que eu falaria para a mãe dela? Me diz?

O problema é que os mais velhos não entendem isso. Que saco. Desejem-me boa sorte companheiros.

Contagem do dia: 5 cigarros,  nervosa

Só mais uma coisa

Janeiro 23, 2008

Show do Fat Boy

Alguns dias sem escrever absolutemente nada, writers block…o meu estámais para soul block. Parece que consigo pensar em mil coisas antes de sentar para escrever, mas quando finalmente sento tudo vai para o ralo.

Preciso tirar umas férias, quero sair de SP, ficar sem fazer nada o dia todo, pensar em tudo que quero, quero mais tempo para escrever aqui. Mais tempo para mim. Ficar nesta cidade que ultimamente está cinza está me deixando muito depressiva. Ando comendo muito, fumando mais ainda. Não está certo.

Falando em fumar…..Estou indignada com o projeto de lei que o nosso querido prefeito quer aprovar.Ele quer proibir o fumo ao volante. Como assim? Daqui a pouco não poderemos nem pensar sozinhos. Big Brother meus filhos.

Fumar é um direito. É  uma escolha. Por que fumo?- essa pergunta é muito comum quando se anda num círculo onde as pessoas não fumam. Diagamos assim, comecei de brincadeira, estava em um festa junina com duas amigas fumantes. Tinha dezesseis anos.

Elas me ofereceram, e eu , por livre escolha,aceitei. O primeiro trago foi horrendo.Engasguei, não conseguia respirar, lágrimas encheram meus olhos. Algum tempo depois, durante o intercâmbio, comecei a fumar com frequência. Eu e minha amiga mexicana íamos até o alto da montanha, e ficávamos lá fumando nosso cigarro, falando sobre nada. Era muito gostoso.

Quando voltei ao brasil parei. Namorei um homem que não gostava de cigarro, e como fazemos tudo por amor, parei de fumar. Há seis meses o namoro terminou, e foi quando eu descobri um significado totalmente diferente do hábito de fumar.

 Descobri o conforto. Aquela sensação de que no momento entre o trago e o respirar, nada nem ninguém poderia me atingir. Descobri que meu companheiro branco me impedia de ficar remoendo as coisas do passado. Descobri que ele une as pessoas, que ele te ajuda nas horas mais difíceis.

O cigarro é meu melhor amigo. Não preciso pedir permissão para ele, ele não fala mal de mim, ele me dá conforto e está sempre lá. Fumo, e não tenho vergonha de admitir. Fumo, adoro fumar. E não vejo nada de errado nisso.

Adoro-te meu cigarro.

Contagem do dia: 7 cigarros, depressiva

Janeiro 21, 2008

Um final de semana inteirinho sem escrever.Deu tempo de pensar em um zilhão de coisas. Mas quando sento em meu cubículo, parece que as idéias fogem pelo ralo. Vão,deixando- me vazia.

O que posso falar para meus leitores?( se é que eu tenho algum) Não estou extremamente inspirada hoje, acho que não conseguirei filosofar sobre muitas coisas. No exato momento não estou apta a escrever.

Janeiro 20, 2008

Sinto muito pela falta de posts no fim de semana. O computador daqui de casa tem problemas.

costurando…1

Janeiro 17, 2008

Av. Paulista, o sol brilhando la fora, e eu aqui sentada em meu cubículo arranhando textos no computador. Além disso uma puta dor de cabeça…mas meu pai sempre diz…”sinal que você tem cabeça”…..incompreensível a lógica dos mais velhos.

Pensei em algumas coisas que quero dizer a uma pessoa que nunca irá visitar este blog….simplesmente pelo fato de que não sabe que está pagina existe….a Matrix tomou conta disso.

Meu filme predileto: Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Só um pedaço de pano na minha colcha de retalhos.  Quero um Lacuna, lembra aqueles “médicos” que apagam o que você quiser da sua memória? É, são esses mesmos.

Quero apagar você de minha memória. Você sabe quem você é. E sabe que por mais que eu tente não consigo te esquecer. Superbonder, porra você colou todas as partes erradas.

Meu primeiro amor, o primeiro buraco na minha colcha. Era vermelho, lindo, cintilante. Agora um buraco negro…mas você é resistente continua em todos os outros retalhos. Como tirar você?

E não, não adianta eu mudar minha personalidade todos os dias como a Clementine, minha personalidade, infelizmente, não vem em tubos.  Já tentei, confesso. Mas você é foda. Meu primeiro amor.

“Porra, já fazem seis meses que tudo acabou, e mesmo assim eu continuo amando você. Filho- da -puta! (Não sua mãe não tem nada a ver com isso, na verdade continuo gostando muito dela.) Porquê você foi tão covarde?”,….ps…..nunca sei usar os porques….não sou jornalista…muito menos uma viciada em gramática.

Quero a pírula rosa, ter a sensação de vertigem, quero você apagado da minha memória. é uma pena que coisas como essa só existam em filmes.

Amei você. Te dei um lugar na minha colcha- metáfora e literalmente- fui muito feliz ao seu lado. ( A dor de cabeça aumenta.) Escrevi nossas juras de amor, briguei com meus pais por sua causa, deixei de lado minha vida, desisti da medicina, só quis você. E olha como estou.

Juro que estou melhor do que você. Que não sabe, nem nunca soube o que quer. Vive numa bolha, com a ilusão  de que você nunca vai crescer. Hello Dolly! Peter Pan está morto! Nem a terra do nunca segurou as forças da natureza.

Mas nesse mundo cruel e sombrio…leia meu about já falei que sou maníaco-depressiva porra!… você continua na minha mente.

Não consigo te odiar,consigo ter pena de você.. Mas até hoje você foi  a malhro coisa que ja me aconteceu. Me mostrou como é estar apaixonada, ver tudo em cores. Me fez completa.

Mas juro, que a partir de hoje vocêm está fora da minha vida. Porvavelmente só estará presente em meus devaneios de escritora neste blog…mas que eles não sajam muitos, senão meus leitores ficarão enjoados de mim.

Arranquei você, não sabia que panos podiam sangrar…mas eureka! eles sangram. Duty calls…. um dia vou encontrar um band-aid…

Adeus.

Contagem do dia: 7 cigarros, dor de cabeça.

Pensei muito antes de começar a escrever este post. Não somente sobre o que iria escrever,mas também no que este post representa para mim. Este é o terceiro blog que inicio. Todos os outros foram parte de minha vida, mas por falta de tempo ou preguiça deixei de visitar seus endereços. Não quero mais fazer isso.

Este primeiro post não irá falar das coisas ruins do passado, nem das coisas que um dia virão a acontecer. Vou falar aqui da minha maior expectativa para esse ano que se inicia….afinal ele só começou há dezessete dias.

Quero ser feliz, não estúpidamente feliz como as personagens de um filme hollywoodiano, mas ser feliz como uma pessoa que sofreu um pouco e aprendeu que a felicidade é apenas a ausência da dor.

Quero os pequenos momentos, aqueles em que vejo tudo que a correria do dia- a-dia não me deixa ver. Quero os cafés com cigarro com a melhor amiga de todos os tempos, as bobagens com a outra amiga, as conversas sobre tudo e nada com os amigos da universidade.

Quero sorrir, chorar, ficar com raiva…..essa última é muito difícil para mim. Minha mãe sempre me disse que eu tinha que sentir raiva daqueles que me fizeram mal. O problema é que nunca consegui seguir esse conselho, o melhor que pude fazer foi ficar decepcionada. Quero voltar a sentir. SENTIR, usar meu tato, minha visão- quero ver e não somente olhar- quero ouvir,e não só escutar. Quero amar.

Quero tudo, mas também quero os momentos em que posso mergulhar em mim mesma e ficar lá, escondida, de tudo e de todos. Quero poder olhar para o céu, sentir o calor do sol sobre a minha pele e pensar que sou a pessoa mais feliz do mundo.

Quero deixar de ser tão egoísta, e quero poder perceber que quando as coisas não estão tão boas em minha vida elas podem estar muito piores para outras.

Enfim, quero viver intensamente. Não, não é Carpe Diem, é simplesmente viver um dia de cada vez. E este blog irá fazer parte de minha vida, pode não ser todos os dias, mas irá ser um meio que eu tenho de me expressar…mesmo nos momentos maníaco-depressivos…vocês verão.

Adeus, e até o próximo post.

Contagem do dia: 4 cigarros, nenhum namorado, mas totalmente feliz (sim sim, adorei o Diário de Bridget Jones. Nada como um filminho mamão com açúcar para nos iludir novamente.)

Hello world!

Janeiro 16, 2008

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