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TODAY
AND ALL THE OTHER DAYS
NO CAN DO MRS.
Just trying to do something different, for a change.
Quando falo para as pessoas que sou estudante de comunicação, elas me olham com um olhar de quem diz:” Olha só, essa daí deve brincar de fazer massinha o dia inteiro.”. Quando vejo esse olhar sinto vontade de pular na jugular dessas pessoas. Sou estudante de comunicação sim, mas ao contrário do que muitos possam pensar, não é nada fácil. Não me lembro de ter tido aulas de massinha nehum dia da faculdade. Incrível.
Mudando drasticamente de assunto, li uma reportagem que me deixou razoavelmente impressionada. A reportagem falava sobre a propaganda da cervejaria Devassa, que foi tirada de circulação por misturar elementos religiosos com uma certa sensualidade. Sim, concordo que talvez não se deva mistarar as duas coisas. Porém a propaganda não causou nenhum perjúrio aos religiosos.
O que foi feito foi uma brincadeira- se me perguntarem, de bom gosto- um humor fino pode-se dizer. Só fico tentando entender por quê ninguém reclama dos anúncios de cerveja que mostram mulheres seminuas, rebolando suas bundas de photoshop na nossa televisão.
Isso é que é ser hipócrita. Como sempre, a sociedade continua machista apesar de o negar categoricamente. Quando penso pelo lado publicitário, até consigo entender que uma propaganda de cerveja contenha mulheres seminuas. Afinal, o público que se deseja atingir é, em sua grande maioria, masculino. E como já estamos carecas de saber os homens, não só os brasileiros, adoram checar o “compartimento de cargas”das mulheres.
Fica a pergunta, e isso não é degradante? Leitores machos, tentem se colocar em nosso lugar,será que vocês iriam gostar de ver uma propaganda que mostra sua bunda para o prazer dos outros? Acho que não…
Enquanto a sociedade não deixa de ser machista, sigo na esperança de, um dia, ver uma propaganda que mostre um bumbum masculino. Só para variar.
What happens next?
Fevereiro 26, 2008
What?When? Who? Twirling in my thoughts. Never mind me dear readers. Your daily pill of depression is exhausted. Tired of thinking of the one that does not love her- and sadly thats the only thing she is inspired to write about.
What´s wrong with me?
Fevereiro 25, 2008
I do need you.
There is no denying it.
When you showed up that day I realised how much I have missed you.
I saw that smile, I remembered our good times.
I remembered the smile you had only to me.
That day, I stood close to you. You looked at me,
talked with me as if we had not
had a past toghether.
You touched my legs
the way you used to.
Why did you do that?
I saw you looking at me,I hoped that you were regreting all the things you said when you broke my heart.
Suddenly I felt the urge to get close to you,
to hug you,
to say that I love you beyond any reason.
That I love you even more than I did before.
How is that possible?
How can I not own my heart?
Why did you steal it?
And even so, I can´t say I want it back.
The only thing I can say-
with certainty-
is I want you back.
É amanhã. Agora começa a passar mais rápido. Não sei se é bom ou ruim. Só desejo que seja novo, diferente. Com os velhos e novos amigos presentes. Com pai,mãe e família. Com estudo, stress e cigarros. Com baladas e bebedeiras. Com amores, dores, paixões e fumaça. Com livros e música. Sem maiores dores, somente as necessárias.
É isso aí. Feliz Aniversário para mim
Horóscopo
Fevereiro 21, 2008
Sim eu sei. Tá bom! Sei que ler horóscopo é uma coisa infantil e, muito provavelmente ridícula, principalmente para aqueles que acreditam em tudo o que leêm. Não sou religiosa. Pelo contrário sou relativamente cética com relação a essas coisas. Porém é bom ter algo em que se agarrar quando a realidade nos derruba, ou nos incomoda.
Hoje meu horóscopo comentava que eu iria sofrer os efeitos do eclipse de ontem à noite. Que algo ou alguém iria desaparecer de uma vez por todas de minha vida. Opa!! pensei, aí está minha chance de esquecer-me de fatos ou pessoas indesejáveis- talvez muito desejáveis, mas como eu não posso tê-los….
Mas depois de refletir, cheguei à conclusão de que não quero esquecer nada do que se passou. Acho que a vida é feita de coisas boas e ruins. Algumas são ótimas por um tempo e depois se transformam em dor. Outras são boas enquanto novas e depois de algum tempo se tornam normais. Ainda sim são coisas, fatos, palavras escritas em nossos livros.
Errei muitas vezes, e tenho certeza que continuo errando e que ainda errarei muitas vezes nessa vida. Mas também acertei muitas vezes. São esses fatos que fazem a vida. Sei que digo que queria que Lacuna exisitisse- não isso não é uma mentira, e sim uma verdade temporária. – mas se ela realmente existisse do que nos lembraríamos? Não haveria prazer em remorar fatos, ou chorar com lembranças de um passado feliz (ou triste), não haveriam experiências com as quais aprender, nem pessoas para se lembrar.Seria uma vida muito triste. Um clarão luminoso onde nada poderíamos ver.
Contudo, há certos momentos nos quais desejamos esquecer. Contrariando minhas próprias palavras digo que em certas horas quero esquecer, me esquecer, esquecer-me. São momentos nos quais fujo da realidade e habito um lugar escuro dentro de minha mente. Não digo serem esses os melhores momenos de minha vida- é verdade que nunca tive uma epifania dentro dessa sala escura-, porém afirmo categoricamente que eles são necessários para minha, nossa, saúde mental.
Agarrar-me em um horóscopo é uma forma de justificar os acontecimentos de minha vida. Ou pelo menos sentir-me segura, saber que nada é por acaso e que não vivemos num caos completo. Só por alguns instantes.
A propósito, para os curiosos…meu signo é peixes com ascendência em áries. Isso deve explicar
alguma coisa.
A Roda da Fortuna
Fevereiro 18, 2008
Engraçado como às vezes as coisas paracem se encaixar. Estava eu, deitada no sofá da minha casa assistindo tv, na verdade tentando assistir ja que não tinha nada que prestasse nos 140 canais de tv a cabo que pagamos uma fortuna para ter acesso, quando me deparei com o filme dos irmãos Coen. Isso, esse aí do título.
Um filme inspirado, na minha opinião. Não vou disvutir a estética do filme, ou fazer qualquer comentário sobre os movimento de câmera presentes nele, isso seria tentar falar de algo que eu não entendo nada. Porém, não vou me privar de deixar minha impressão sobre o filme.
I filme começa no cenário, quase que fantasioso, de NY. Mais precisamente no ano novo de 1958. O narrador,por sinal muito sagaz, descreve a euforia extremamente passageira daqueles que esperam o começo de um novo ano. Como ele mesmo diz, é mais uma estupidez do calendário católico que insistimos em celebrar, abrindo champanhes e comemorando com nossos amigos. Celebramos na esperança de que o novo ano seja mais gay, mais feliz.
A câmera vai se movendo, mostrando flocos de neve caindo lentamente, enquanto vai se aproximando da torre da empresa Huckaberry. Lá no alto do 46o andar está um homem prestes a se suicidar. É a história dele que o filme conta, com passagens imperdíveis de um humor muito sarcástico- bem ao meu gosto
Vale a pena assistir, se eu contar mais perde a graça. Mas acabeu nem escrevendo o que pretendia. Houve uma frase do filme que me marcou, mais pelo contexto no qual estava inserida do que por suas palavras.
-” It is a pitty to waste a whole Monte Carlo”
Gênios, nada mais a declarar.
Contagem: 10 cigarros, entediada
Bang Bang- Nancy Sinatra
Fevereiro 14, 2008
I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.
Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
“Remember when we used to play?”
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.
Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he’s gone, I don’t know why
And till this day, sometimes I cry
He didn’t even say goodbye
He didn’t take the time to lie.
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down…
Incrível como a arte imita a vida. Ou seria a vida que imita a arte?
Just awesome
Fevereiro 13, 2008
Things that happen to me. Am I that guilty?
“How many people would you say that know you?”
“I dunno 20 maybe 30″
Two of my so-called friends look at each other and smile and finally say:
“A lot.”
Smirking the teacher says:
” I didn´t mean it that way.”
Great, now the teacher thinks I´m a bitch. Thank you friends
Um último adeus
Fevereiro 13, 2008
Difícil explicar as sensações que experimentamos no cotidiano. Uma em particular me acomete, um sentimento de vazio, um peso inexplicável, uma falta de que não sei. Enquanto sento com meus amigos, companheiros de bagunça, estou bem , me sinto bem. Porém no exato momento em que me encontro só toda a sensação de satisfação se vai e sou obrigada a ouvir os gritos de minha alma.
Acendo um cigarro na esperança de me acalmar, penso em coisas felizes, procuro o que fazer, mas nada consegue me fazer respirar. Prendo a respiração, sinto meu coração se acelerar, por um ou dois segundos minha mente inebria-se de uma leveza contagiante.Contudo, isso também passa.
Então sou obrigada a encarar a realidade. Você não está mais em minha vida, não do jeito que eu gostaria e desejo com todas as minhas forças. És algo distante, como um sonho que sonhei há muito e já não consigo mais me lembrar. É como se não tivesses acontecido, fosse um devaneio de meu coração deseperado por seu amor.
Essa realidade bate em mim como um vento gélido em uma tarde chuvosa de Agosto. O vento corta, bagunça meus cabelos, molha meus olhos e brinca comigo. O cansaço vem e me arrasta, me puxa pelas mãos com promessas de sonhos felizes- escapes da realidade. Não me deixo abater por ele e, no entando, nada impede que meus pensamentos voem ao seu encontro.
E agora, encurralada no canto da sala, molhada de chuva e tremendo de frio escrevo sobre ti. Não quero um lamúrio de viúva, nem a depressão da maníaco-depressiva que sou. Quero exaltar-me, gritar aos quatro ventos que você me deixou, sentir raiva, socar o chão, mergulhar nesse abismo nietszscheniano e voltar à tona uma pessoa melhor.
Do fundo do meu poço eu grito, mas você não me ouve. Sou obrigada a escalar as paredes cortantes, encarar dias e noites sem alimente nem luz. E agora finalmente posso descansar em paz. Cheguei aqui, mesmo longe de você cheguei onde estou. Agora sou completa, realizada e não mais lamentarei o amor que você nçao quis me dar.
Um último adeus, desta vez sem lágrimas. Que a sua vida seja muito feliz. Agora vou em direção ao meu futuro.
Contagem do dia: 5 cigarros, inspirada