Crônica de boteco
Março 4, 2008
O grupo sentou-se em uma mesa no fundo do bar. Conversavam animadamente, e bebiam muita cerveja. Pessoas visivelmente diferentes unidas pelo desejo de falar bobagens e esquecer os problemas. Ou unidas pelo acaso – qualquer um que seja mais fácil de acreditar.
As mulheres-meninas, davam risadas espalhafatosas, faziam gracinhas e conversavam a respeito de tudo, especialmente de homens e sexo. Meninas de todos os tipos e tamanhos, das mais esbeltas até as rechonchudas, das loiras gostosas ás morenas inteligentes, cada qual com seu charme. Os meninos, conversavam sobre futebol, a copa do mundo, os filmes mais interessantes do circuito- tentavam fazer alguma produção frutífera, leia-se: conquistar alguma das meninas por sua inteligência.
Muitas cervejas e cigarros depois, o grupo ficou descontraído. Os meninos começaram a partir para cima e as meninas so fazendo charme. Mas uma delas, sabia bem o que queria.
Trocaram olhares, ele e ela. Brindaram à vida, à família, à cerveja , enfim á tudo que conheciam e achavam bom. Ela levantou-se, foi ao banheiro. Não tinha dúvidas de que, ele, iria comentar algo a seu respeito com os amigos. Arrumou o cabelo, passou batom, lavou as mãos e colocou um Halls na boca. Voltou a mesa, sentando-se mais perto dele.
Novamente trocaram olhares. Alguns esbarrões “acidentais” também aconteceram. A noite passava e a conversa fluía. Qualquer um que visse a cena de fora apostaria que os dois terminariam juntos.
O celular dela tocou, seu olhos se encheram de lágrimas, e ela foi, novamente ao banheiro. Voltou com os olhos inchados, desculpou-se e se retirou. Não deu explicações à ninguém. Ele ficou murcho.
No dia seguinte, fingiram que nada havia acontecido. Não era para ser…
CONFORMISTAS!