Meridiano de Greenwich
Outubro 20, 2008
Acordo, abro um olho e depois o outro. Tento um movimento de pernas mas o sono me impede. Fico mais um pouquinho no conforto de minha cama. Hora de levantar- o barulho infernal do despertador me avisa que é hora de cumprir minhas obrigações. Todos os dias é a mesma coisa.
Coloco meus pés um na frente do outro. Não sei se ando para frente, ou para trás. As linhas desenhadas no chão são um emaranhado de caminhos a serem seguidos, mas não possuo bússola ou mapa para me guiar. Sigo andando. Não importa se para frente,ou para trás.
São linhas imaginárias que, ironicamente, seguem muito reais em minha cabeça.
Tive um sonho, as linhas me enforcavam, me perfuravam. Morri, sem as ter percorrido todas.