Obrigada,

Junho 2, 2008

Alguns tempos sem escrever….não sei se posso chamar de falta de inspiração….talvez falta de tempo…mas isso é desculpa…..a verdade é que tinha desistido de postar aqui. Esse blog contém uma parte da minha vida que eu anseio por deixar para trás.

Muitos cafés, muitos e muitos cigarros, algumas cervejas, uns tantos beijos sem significado e muitos dias depois volto a escrever aqui. Outra vez, depressiva….um pouco maníaca e mais ácida do que nunca. Ácida nas críticas comigo mesma, ácida no modo de ver os amigos, ácida quando olhando para trás. Alguém tem um Engov ai?

Nem sei por onde começar…..ou melhor não há mais o que dizer. Só me resta ter a esperança de que um dia vou me curar. Curar desta paixão que me consome….curar da dor que não diminui….um dia até…eu possa me curar de mim mesma. Agora tudo se acaba e não tem mais jeito. Nem por enquanto, nem nunca mais. Se disser que me cansei é verdade, mas se disser que me desiludi também é verdade.

Agora vou partir pra outra, mesmo que eu não queira. E sei que posso contar com o carinho de uma pessoa mais do que especial em minha vida, aquela que me disse para eu ser eu mesma. Ela que me dá forças para enfrentar tudo.

Os cafés e cigarros com ela, são os melhores. Seu ombro está sempre lá para chorar, seu sorriso meigo me dá a certeza de que ela é real e minha amiga. Obrigada Mazinha. Sem você eu não seria eu.

A você

Março 11, 2008

Dia cinza,

eu cinza

você névoa

Dia chuvoso,

eu lágrima,

 você negro

Dia frio,

eu tremo,

você longe

Dia em uma primavera,

 eu flor,

você humano

Dia ensolarado,

 eu sol,

você sombra

Dias sem você

eu sombra e você luz

Crônica de boteco

Março 4, 2008

 O grupo sentou-se em uma mesa no fundo do bar. Conversavam animadamente, e bebiam muita cerveja. Pessoas visivelmente diferentes unidas pelo desejo de falar bobagens e esquecer os problemas. Ou unidas pelo acaso – qualquer um que seja mais fácil de acreditar.

As mulheres-meninas, davam  risadas espalhafatosas, faziam gracinhas e conversavam a respeito de tudo, especialmente de homens e sexo. Meninas de todos os tipos e tamanhos, das mais esbeltas até as rechonchudas, das loiras gostosas ás morenas inteligentes, cada qual com seu charme. Os meninos, conversavam sobre futebol, a copa do mundo, os filmes mais interessantes do circuito- tentavam fazer alguma produção frutífera, leia-se: conquistar alguma das meninas por sua inteligência.

Muitas cervejas e cigarros depois, o grupo ficou descontraído. Os meninos começaram a partir para cima e as meninas so fazendo charme. Mas uma delas, sabia bem o que queria.

Trocaram olhares, ele e ela. Brindaram à vida, à família, à cerveja , enfim á tudo que conheciam e achavam bom. Ela levantou-se, foi ao banheiro. Não tinha dúvidas de que, ele, iria comentar algo a seu respeito com os amigos. Arrumou o cabelo, passou batom, lavou as mãos e colocou um Halls na boca. Voltou a mesa, sentando-se mais perto dele.

Novamente trocaram olhares. Alguns esbarrões “acidentais” também aconteceram. A noite passava e a conversa fluía. Qualquer um que visse a cena de fora apostaria que os dois terminariam juntos.

O celular dela tocou, seu olhos se encheram de lágrimas, e ela foi, novamente ao banheiro. Voltou com os olhos inchados, desculpou-se e se retirou. Não deu explicações à ninguém. Ele ficou murcho.

No dia seguinte, fingiram que nada havia acontecido. Não era para ser…

                                                                                                                         CONFORMISTAS!

 

Março 3, 2008

            Desejo:S.m,- aquilo que se deseja;apetite;cobiça;anseio;propósito;intuito.

                 Em algum tempo de nossa pequena existência, um gênio da publicidade inventou a concepção de amor tal qual a conhecemos. O amor romântico, o amor sem nenhum interesse, o amor onde tudo se dá e nada se recebe. O amor de contos de fadas, de príncipes e princesas, de montanhas e rios a serem transpostos para que se possa viver esse amor. É, meus caros leitores. A verdade dói. E fazemos de tudo para ignorá-la, somos mais felizes quando ignorantes.

                 Talvez seja um pouco hipócrita de minha parte, escrever sobre algo que não entendo por completo. Ou escrever sobre algo no qual acreditei uma vez e que um dia acreditarei novamente. Mas não é sobre o amor que vou escrever. É sobre algo mais fácil de compreender, por mais que inventemos mil desculpas para que possamos acreditar no amor.

                  Hoje dedico meu texto a um fantasma de nossas vidas. Sim! Eu me atrevo a generalizar. O tema de meu devaneio é inerente á todos nós,gostemos disso ou não! O desejo. É uma coisa engraçada esse tal de desejo. Na verdade, é uma das coisas mais fascinantes de toda a natureza. Já pensou que se não fosse esse tal de desejo as espécies do planeta estariam fadadas a desaparecer? 

                  Interessante é que quando falamos de animais, falamos em instinto e quando falamos em seres humanos, falamos em desejo. Na essência os dois se completam. Não diria que um é sequência do outro, mas eles se completam. Só que para os animas é mais fácil, eles são capazes de satisfazer seus instintos sem serem reprimidos pela sociedade em que vivem. 

                   Com nós humanos, as coisas já são um pouco diferentes. Somos obrigados a disfarçar nossos desejos. Somos hipócritas, mascaramos o desejo falando em amor, procurando interesses em comum com aqueles que desejamos, mascarando nossas verdadeiras intenções. Como todos os seres vivos temos um instinto.E por mais que não gostemos de admitir, as vezes queremos nos satisfazer sem possuir nenhum vínculo emocional. Por puro tesão.

                     É claro, também disfarço meus desejos. Não posso sair por aí falando o que quero, o que fiz e o que não fiz. Apesar de não gostar de admiti-lo eu também sou uma hipócrita.- por motivos de força maior. Mas gostaria de deixar uma pergunta por aqui. Por quê afinal, tentamos esconder isso?

Fevereiro 26, 2008

DELETE

TODAY

AND ALL THE OTHER DAYS

NO CAN DO MRS.

Just trying to do something different, for a change.

What happens next?

Fevereiro 26, 2008

What?When? Who? Twirling in my thoughts. Never mind me dear readers. Your daily pill of depression is exhausted. Tired of thinking of the one that does not love her- and sadly thats the only thing she is inspired to write about.

What´s wrong with me?

Fevereiro 25, 2008

I do need you.

There is no denying it.

 When you showed up that day I realised how much I have missed you.

I saw that smile, I remembered our good times.

 I remembered the smile you had only to me. 

 That day, I stood close to you. You looked at me,

talked with me as if we had not

 had a past toghether.

You touched my legs

 the way you used to.

 Why did you do that?

I saw you looking at me,I hoped that you were regreting all the things you said when you broke my heart.

Suddenly I felt the urge to get close to you,

to hug you,

to say that I love you beyond any reason.

That  I love you even more than I did before.

How is that possible?

How can I not own my heart?

 Why did you steal it?

And even so, I can´t say I want it back. 

The only thing I can say-

with certainty-

is I want you back.

Fevereiro 22, 2008

É amanhã. Agora começa a passar mais rápido. Não sei se é bom ou ruim. Só desejo que seja novo, diferente. Com os velhos e novos amigos presentes. Com pai,mãe e família. Com estudo, stress e cigarros. Com baladas e bebedeiras. Com amores, dores, paixões e fumaça. Com livros e música. Sem maiores dores, somente as necessárias.

 É isso aí. Feliz Aniversário para mim

Horóscopo

Fevereiro 21, 2008

Sim eu sei. Tá bom! Sei que ler horóscopo é uma coisa infantil e, muito provavelmente ridícula, principalmente para aqueles que acreditam em tudo o que leêm. Não sou religiosa.  Pelo contrário sou relativamente cética com relação a essas coisas. Porém é bom ter algo em que se agarrar quando a realidade nos derruba, ou nos incomoda.

Hoje meu horóscopo comentava que eu iria sofrer os efeitos do eclipse de ontem à noite. Que algo ou alguém iria desaparecer de uma vez por todas de minha vida. Opa!! pensei, aí está minha chance de esquecer-me de fatos ou pessoas indesejáveis- talvez muito desejáveis, mas como eu não posso tê-los….

Mas depois de refletir, cheguei à conclusão de que não quero esquecer nada do que se passou. Acho que a vida é feita de coisas boas e ruins. Algumas são ótimas por um tempo e depois se transformam em dor. Outras são boas enquanto novas e depois de algum tempo se tornam normais. Ainda sim são coisas, fatos, palavras escritas em nossos livros.

Errei muitas vezes, e tenho certeza que continuo errando e que ainda errarei muitas vezes nessa vida. Mas também acertei muitas vezes.  São esses fatos que fazem a vida. Sei que digo que queria que Lacuna exisitisse- não isso não é uma mentira, e sim uma verdade temporária. – mas se ela realmente existisse do que nos lembraríamos? Não haveria prazer em remorar fatos, ou chorar com lembranças de um passado feliz (ou triste), não haveriam experiências com as quais aprender, nem pessoas para se lembrar.Seria uma vida muito triste. Um clarão luminoso onde nada poderíamos ver.

Contudo, há certos momentos nos quais desejamos esquecer. Contrariando minhas próprias palavras digo que em certas horas quero esquecer, me esquecer, esquecer-me. São momentos nos quais fujo da realidade e habito um lugar escuro dentro de minha mente. Não digo serem esses os melhores momenos de minha vida- é verdade que nunca tive uma epifania dentro dessa sala escura-, porém afirmo categoricamente que eles são necessários para minha, nossa, saúde mental.

Agarrar-me em um horóscopo é uma forma de justificar os acontecimentos de minha vida. Ou pelo menos sentir-me segura, saber que nada é por acaso e que não vivemos num caos completo. Só por alguns instantes.

A propósito, para os curiosos…meu signo é peixes com ascendência em áries. Isso deve explicar

alguma coisa.

A Roda da Fortuna

Fevereiro 18, 2008

Engraçado como às vezes as coisas paracem se encaixar. Estava eu, deitada no sofá da minha casa assistindo tv, na verdade tentando assistir ja que não tinha nada que prestasse nos 140 canais de tv a cabo que pagamos uma fortuna para ter acesso, quando me deparei com o filme dos irmãos Coen. Isso, esse aí do título.

Um filme inspirado, na minha opinião. Não vou disvutir a estética do filme, ou fazer qualquer comentário sobre os movimento de câmera presentes nele, isso seria tentar falar de algo que eu não entendo nada. Porém, não vou me privar de deixar minha impressão sobre o filme.

I filme começa no cenário, quase que fantasioso, de NY. Mais precisamente no ano novo de 1958. O narrador,por sinal muito sagaz, descreve a euforia extremamente passageira daqueles que esperam o começo de um novo ano. Como ele mesmo diz, é mais uma estupidez do calendário católico que insistimos em celebrar, abrindo champanhes e comemorando com nossos amigos. Celebramos na esperança de que o novo ano seja mais gay, mais feliz.

A câmera vai se movendo, mostrando flocos de neve caindo lentamente, enquanto vai se aproximando da torre da empresa Huckaberry. Lá no alto do 46o andar está um homem prestes a se suicidar. É a história dele que o filme conta, com passagens imperdíveis de um humor muito sarcástico- bem ao meu gosto

Vale a pena assistir, se eu contar mais perde a graça. Mas acabeu nem escrevendo o que pretendia. Houve uma frase do filme que me marcou, mais pelo contexto no qual estava inserida do que por suas palavras.

-” It is a pitty to waste a whole Monte Carlo”

Gênios, nada mais a declarar.

Contagem: 10 cigarros, entediada